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Malangatana- Heroi Nacional


A questão da heroicidade

A sorte que José Craveirinha e o maestro Justino Chemane tiveram de ir à cripta dos heróis, em reconhecimento ao contributo que deram na afirmação e promoção da moçambicanidade, pelos valores unificadores e pelos serviços prestados à nação, não atingiu Malangatana. Assim, contra todas as expectativas, o mestre vai descansar ao lado do velho Manguisa, em Matalana.

Com a morte de Malangatana reacendeu  o debate de quem efectivamente pode ser considerado heroi neste País e ter os seus restos mortais depositados na cripta da praca dos herois mocambicanos.
 Desde sempre os nossos herois foram invariavelmente, todos aqueles que tiveram relevancia durante o processo da luta de libertacao nacional contra o jugo colonial, mas num passado recente assistimos a uma viragem desta tendencia. Vimos o Craveirinha, bem como o mestre Chemane a serem elevados a esta categoria de herois nacionais.

Mas quem deve ser considerado heroi?
Recorde-se que, para Craveirinha e Chemane, o Executivo de Chissano decidiu que os seus restos mortais fossem à cripta dos heróis, em reconhecimento do contributo do poeta e do maestro na afirmação e promoção da moçambicanidade, dos valores unificadores e os serviços prestados à nação, facto que não acontece com Malangatana, alegadamente pela sua vontade.
Ao que me parece um heroi, tem que ser capaz de deixar um legado em que todos, ou  a maior parte dos mocambicanos, sem distincão ( cor, credo, politica, cultura, etc), se sintam representados, por outro lado este legado contribua para a elevacão da nossa mocambicanidade, tanto no plano interno como externo, indepedentemente do facto de o visado pretender ou não esta distincão. Pois não basta apenas que alguem pretenda, não ser heroi, para que o Pais assim o considere, ao que me parece, basta apenas, que este reúna os requisitos necessarios independentemente da sua vontade, para que país o reconheca, com todas as honras inerentes a esta condição.
Assim, considero o mestre Malangatana heroi nacional.

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