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FRELIMO e Filipe Nyusi ganham eleições gerais em Moçambique, anuncia CNE

A FRELIMO ganhou as eleições gerais em Moçambique, com uma maioria absoluta no Parlamento, e o candidato do partido, Filipe Nyusi, venceu as presidenciais com 57,3%.

A Comissão Nacional de Eleições (CNE) de Moçambique anunciou ao início da tarde desta quinta-feira (30.10) os resultados preliminares das eleições gerais de 15 de outubro, cujo apuramento distrital e provincial foi marcado pelo registo de várias irregularidades.

Os resultados do apuramento nacional da votação foram divulgados pelo presidente do órgão eleitoral, Abdul Carimo, em cerimónia pública no Centro de Conferências Joaquim Chissano (CCJC), em Maputo.

A FRELIMO vence as eleições gerais com uma maioria absoluta de 55,97% no Parlamento e o seu candidato, Filipe Nyusi, ganha as presidenciais com 57,03%. Ainda segundo os resultados oficiais preliminares, a RENAMO, conserva o estatuto de maior partido da oposição, obtendo 32,49% nas legislativas e o seu líder, Afonso Dhlakama, 36,61% nas presidenciais, enquanto o Movimento Democrático de Moçambique (MDM) consolida a posição de terceira força, com 7,21% no Parlamento e 6,36% do seu candidato Daviz Simango, na corrida à sucessão do atual chefe de Estado Armando Guebuza.


Assim sendo, a FRELIMO terá 144 deputados, menos 47 do que o atual grupo parlamentar, a RENAMO aumenta a sua presença de 51 para 89 mandatos e o MDM passa de oito para dezassete.

A abstenção foi de 51,51% nas legislativas e de 51,36% nas presidenciais.

O processo de apuramento distrital e provincial foi acompanhado por suspeitas de irregularidades, como enchimentos de urnas com boletins de voto pré-marcados, troca de cadernos eleitorais e falsificação de editais e ainda atrasos na divulgação das contagens distritais (48 horas desde o dia da votação) e provinciais (cinco dias).

Os resultados das eleições gerais anunciados esta quinta-feira pela CNE terão ainda de ser validados pelo Conselho Constitucional moçambicano.

A 15 de outubro, mais de dez milhões de moçambicanos foram chamados às urnas para escolher um novo Presidente da República, 250 deputados da Assembleia da República e 811 membros das assembleias provinciais.

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